sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PLC 122/2006 - Vote NÃO.

O PLC 122/2006 priva o indivíduo de liberdade religiosa, de pensamento, de filosofia, de expressão moral e coloca o homossexual como uma categoria superior a qualquer outra. Qualquer ser humano na face da terra é passivo de receber críticas. O PLC 122/2006, contudo, coloca os GLBT's acima de qualquer possibilidade de crítica, cabendo pena judicial ao discordante. Aqui você pode ler sobre o PLC 122/2006, aqui eu indico uma postagem (A lei da homofilia, para leigos...) muito bem explicada no blog O Tempora! O Mores!

Na página do Senado (aqui) foi criada uma enquete com a seguinte pergunta:

"Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?"

Como apontaram Augustus Nicodemus, Solano Portela e Mauro Meister do O Tempora! O Mores!,

"A própria enquete já é tendenciosa: na verdade, o PL torna crime a não aprovação da condição homossexual e amordaça ameaçando com várias penas a liberdade de consciência do cidadão brasileiro."

Assim, convido a todos a votarem NÃO!

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sábado, 31 de outubro de 2009

Você quer deixar o homossexualismo?

Hoje há um movimento muito forte de afirmação homossexual, em que o indivíduo é incentivado com muita ênfase a se assumir gay. As pessoas são quase obrigadas a se dizerem homossexuais ou simpatizantes, numa avalanche de idéias como "liberte-se!" Mas eu não quero falar sobre isso. Quero falar com você, que se considera homossexual ou que está com a mente confusa e obscurecida por dúvidas e maus pensamentos. Quero falar a você que está amargurado com toda essa situação.

A Palavra de Deus diz que todos cometeram pecados e por isso perderam a comunham com o Senhor. Isso quer dizer que tanto você, que se considera homossexual, quanto quem não é estão sem Deus e por isso sofrem pesadamente as amarguras do pecado. Entre as coisas que Deus abominou está o homossexualismo. Mas a Bíblia diz que o ser humano, seja homem ou mulher, quer se considere homossexual ou não, é justificado gratuitamente pelo favor de Deus, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Jesus perdoa os pecados, porque é misericordioso, amoroso e levou sobre si todas as nossas iniqüidades, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito que é maldito todo aquele que for pendurado numa cruz.

Jesus levou os pecados do assassino, da prostituta, do homossexual e de todos os outros seres humanos. Assim, quero concluir dizendo que se você quer deixar o homossexualismo, mas não encontra forças, você tem todo o meu apoio. Creia em Jesus Cristo, entregue a tua vida a Ele, vá e não peque mais.

Rouver Júnior

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Pensamento de Charles Darwin no leito de morte

Por Joubert

DARWIN DIANTE DA MORTE



A postura de cada um na iminência da morte pode esclarecer suas motivações e escolhas durante a vida. Em geral, quanto mais maturidade se tem, mais condições de avaliar tais escolhas. As fotos mostram Darwin em sua juventude e em sua idade avançada.

Como estamos no ano de Darwin, 150 anos de sua obra A Origem das Espécies e 200 anos de seu nascimento, que se inclua na lembrança deste ícone da ciência contemporânea, suas tão importantes palavras no leito de morte. Elas podem indicar onde estão as chaves que abrem as portas do cativeiro do pensamento humano. Medite e avalie por si mesmo.

A VISITA DE LADY HOPE A CHARLES DARWIN

Os estudantes da teoria da evolução podem surpreender-se ao saber que, no final de sua vida, Charles Darwin retornou à sua fé na Bíblia. O relato a seguir foi feito por Lady Hope, de Northfield, Inglaterra, uma maravilhosa mulher cristã que esteve muitas vezes ao lado de sua cama nos seus dias finais.

Foi numa dessas gloriosas tardes de outono que às vezes temos na Inglaterra que fui chamada para entrar e sentar-me com Charles Darwin. Sempre que eu o via, com sua presença elegante, eu imaginava que dele se podia pintar um quadro formidável para nossa Academia Real, mas nunca pensei tanto nisso como nesta ocasião em particular.

Ele estava sentado na cama, apoiado em travesseiros, olhando fixamente para uma cena distante no bosque e nos campos de milho que reluziam à luz de um maravilhoso pôr-do-sol.

Seu semblante iluminou-se de prazer quando entrei no quarto. Ele acenou em direção àjanela, apontando para a bela cena do poente. Em sua outra mão ele segurava uma Bíblia aberta, a qual ele sempre estava estudando.

“O que você está lendo agora?”, perguntei.

“Hebreus”, ele respondeu. “O Livro Real, como eu o chamo”. Então, à medida que colocava seus dedos sobre certas passagens, ele comentava sobre elas.

Fiz algumas alusões às fortes opiniões expressas por muitos sobre a história da criação, e sobre os julgamentos que faziam a respeito dos primeiros capítulos de Gênesis. Ele pareceu angustiado, crispando seus dedos nervosamente, e um ar de agonia tomou conta do seu rosto ao dizer: “Eu era um jovem com idéias informes. Soltava perguntas, sugestões, indagando o tempo todo sobre tudo. Para meu espanto, as idéias se alastraram como fogo. As pessoas fizeram delas uma religião”.

Ele ficou em silêncio por um tempo e depois de dizer algumas frases sobre a santidade de Deus e a “grandeza deste Livro”, olhando com carinho para a Bíblia que estava segurando o tempo todo, ele disse:

“Tenho um quiosque no jardim que comporta cerca de trinta pessoas. É ali (ele apontou através da janela aberta). Gostaria muito que você falasse lá. Sei que você lê a Bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde gostaria que os empregados neste lugar e alguns inquilinos e vizinhos se reunissem ali. Você lhes falaria?”.

“Sobre que devo falar?”, perguntei.

“Cristo Jesus”, ele respondeu num tom claro e enfático — e acrescentou num tom mais baixo: “e Sua salvação. Não é o melhor tema? Depois quero que você cante alguns hinos com eles. Você pode acompanhá-los com seu pequeno instrumento, não pode?”

O brilho do seu rosto, quando ele disse isto, eu nunca esquecerei, pois acrescentou: “Se você fizer a reunião às três horas, esta janela estará aberta, e você saberá que estou cantando junto com vocês”.

Haveria uma cena mais dramática? O âmago da tragédia nos é exposto aqui! Darwin, um entusiasta da Bíblia, falando sobre a “grandeza deste Livro”, e sendo lembrado de que o movimento evolucionista moderno na teologia, unido ao criticismo cético, destruiu a fé bíblica de multidões. Darwin, com um ar aflito, lamentando-se por tudo e declarando: “Eu era um jovem com idéias informes”. Que condenação avassaladora! As “idéias informes” do jovem Darwin são a base da teologia (e da ciência) moderna!

(Oswald 3. Smith, Litt. D., artigo extraído de Prayer Crusade, publicada por The Little Church by the Sea, mc.) Citado no livro: O que eles disseram a um passo da eternidade, John Myers, pp. 244, Worship Produções, D’Sena Editora.

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Postagem publicada no blog Em Família de Joubert, pr.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Obrigado a ter direito?

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Neste texto analisarei basicamente alguns aspectos relacionados à concepção de direito, a fim de ver se no Brasil a educação se apresenta como direito ou como obrigação. Não sou versado nas ciências jurídicas, mas como cidadão penso que posso expressar algumas idéias. Deixo claro que o intuito desse texto não é questionar a importância da educação, sabendo que não é somente a escola pública que fornece educação e socialização; mas, como já explicitado, o intuito é ver se no Brasil a educação é direito ou obrigação.

Diz-se que temos direito à saúde. Isso significa que, se eu ficar doente ou ao menos suspeitar de uma enfermidade, posso livremente recorrer a um médico da rede pública. Não sou, porém, obrigado a dirigir-me a um consultório público, mas posso escolher ir a um médico particular ou mesmo não ir a médico nenhum, porque faz parte de minha liberdade de escolha. Ninguém poderá punir-me de forma alguma por qualquer dessas escolhas, a saber, se recorro à saúde pública, se prefiro a particular ou, ainda, se não recorro a nenhuma das duas.

Diz-se também que temos direito à aposentadoria, o que significa que, cumprido certo tempo de trabalho, poderei, sem trabalhar, usufruir de um salário. Não sou, porém, obrigado a receber esse salário, ficando à minha escolha o recebimento. Ninguém poderá punir-me se me oponho a recebê-lo, porque faz parte de minha liberdade de escolha. Assim, tanto a saúde pública quanto a aposentadoria, sendo direitos, estão debaixo de minha liberdade, não havendo para mim punição alguma por qualquer das escolhas que tomar.

E se a saúde pública e a aposentadoria fossem obrigações? De fato, ficando doente ou suspeitando de enfermidade, seria dever imposto ir direto e somente a um consultório público e, cumprindo o tempo de trabalho, receber sem questionamentos o meu salário. Nessas coisas, eu não teria liberdade alguma de escolha e mereceria punição se não as cumprisse.

Portanto, vê-se que, se tenho direito à saúde, não tenho obrigação a ela; se tenho obrigação, não tenho direito. Direito e obrigação, na mesma relação, são mutuamente excludentes.

Quanto à educação, se tenho direito a ela, não tenho obrigação; se tenho obrigação, não tenho direito.

Se tenho direito à educação, posso escolher ir à escola pública, ou ir à escola particular, ou ainda não ir à escola, ficando ao meu critério e à minha liberdade a escolha e não cabendo a mim (nem a pessoas ligadas a mim) nenhuma punição por qualquer alternativa tomada, a saber, se vou à escola, particular ou pública, ou se não vou. Romper essa liberdade é excluir o meu direito, tornando a escola uma obrigação.

Se tenho obrigação à educação, não tenho direito à escolha, porque devo estar presente na escola logo se complete certa idade, sob pena, caso não cumpra tal obrigação.

Conclui-se, portanto, que no Brasil a educação tem mais caras de obrigação do que de direito, porque os pais, se não enviarem seus filhos à escola a partir de certa idade, estão sujeitos a punições. Dessa maneira, se pago impostos para ter educação, pago impostos para ter obrigação.

Rouver Júnior

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Imagem retirada de http://images.quebarato.com.br/photos/big/B/B/1F18BB_1.jpg e editada pelo autor do texto.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Escola pública: direito ou obrigação?

Todo o brasileiro tem direito à educação, a ir à escola e a participar de uma aula ministrada pelo professor. Mas será que isso é direito mesmo? Quando eu tenho direito a usufruir de alguma coisa, eu tenho também a escolha de usufruí-la ou não. Se eu tenho direito à escola eu não posso ter obrigação à escola, porque assim eu só fico com a obrigação e o direito vai embora. A partir disso, vê-se que no Brasil o direito vira obrigação. Os pais são obrigados a enviarem os seus filhos para a escola, ainda que tenham mais condições de educá-los que a própria instituição.

Conforme nos informa o filósofo Olavo de Carvalho em seu artigo "Educação ou deformação?", publicado no Diário do Comércio (23/10/2009) e também em sua homepage (aqui), o MEC "considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação pública". Com acalorados argumentos, o filósofo mostra que não há oposição necessária entre ter direito à educação pública e quererem os pais ministrar aulas para os próprios filhos. Isso é completamente conciliável: os pais têm direito à educação pública, mas não querem usufruir dele, preferindo algo que consideram mais viável, a educação em casa. Impedir esse direito dos pais, fazendo-os obrigados a mandarem seus filhos à escola, é tornar o direito em obrigação e, assim, tem-de surgir a seguinte pergunta, bastante perturbadora para o brasileiro: eu pago imposto para ter direito ou obrigação?

Deixo aqui, portanto, essa reflexão para os leitores.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Black: um filme emocionante

Assisti hoje na universidade a um filme emocionante: Black. Ele conta a estória de Michelle McNally, uma menina que na infância, por causa de uma doença, ficou surda e cega. Seus pais não sabem lidar com as suas deficiências e, como última esperança antes de mandá-la para um lugar de reclusão, decidem chamar um professor (Debraj Sahai) especializado no ensino de pessoas com necessidades especiais e muito competente, mas cujos métodos não são nem um pouco convencionais. Como instruir uma criança que não pode ouvir explicações nem ver coisa alguma? Debraj, lutando contra a resistência da família, encontra meios bastante inusitados, mas eficazes de ensinar a menina, que ingressa na universidade e depois de 40 anos se forma. Nesse meado de tempo, Michelle vai fazendo grandes progressos e criando vínculos muito fortes com Debraj. Ao final, quando a menina alcança a sua vitória máxima, o professor está em um grau bastante avançado da doença de Alzheimer. Muito debilitado, ele não a reconhece e também não lembra de nada pelo que passaram até chegarem ali. Mas perante a roupa preta de formatura usada pela menina, o velho Debraj relembra o passado.

O filme emociona sem ser piegas e consegue prender a atenção do público sem colocar em cena uma dança sensual se quer. Além disso, apresenta dois aspectos de grande importância: a extraordinária superação da menina e o importante papel de um professor que doou boa parte de sua vida à educação dela, indo muito além do simples ensino de sala de aula e trabalhando realmente em favor de Michelle como a sua única esperança.

Black é uma estória de preciosas lições, uma estória de amor, que botou em lágrimas a maioria das pessoas da minha turma de Educação e Inclusão. O único grande problema do filme é que, numa linguagem fortemente emotiva, a menina afirma pelo menos duas vezes que Debraj era Deus. No mais o filme é excelente. Eu me segurei para não chorar, mas não pude evitar que os meus olhos ficassem vermelhos.

Imagens do filme legendadas em inglês:

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Palavra aberta

As palavras que falamos revelam muito do que somos. De fato, a maneira mais eficaz de conhecer uma pessoa é conversando com ela. A palavra é o espelho da alma: se sou inteligente ou néscio, sábio ou tolo, humilde ou arrogante, firme ou frágil, seguro ou inseguro, as minhas palavras testemunharão aos ouvidos dos que falam comigo. Se tenho medo, não falarei com coragem; se tenho coragem, não falarei com medo. Um dia triste é um dia de palavras tristes, um dia alegre, dia de verbos vibrantes. Não adianta querer dissimular, porque ainda que saiba manipular com grande destreza minhas palavras, estando bem ciente do que devo esconder, na minha própria dissimulação estará contido o sinal de como sou.

Se alguém quiser esconder quem é, não fale, porque até o tolo passa por sábio enquanto está calado. Mas se alguém se esconde na mudez, mostra para si mesmo que algo de errado tem em sua alma, porque, temendo, não querer mostrar para os outros o que acha que será reprovado é reprovar-se a si mesmo.

Seja a tua alma de maneira tal que possas conversar abertamente.

Rouver Júnior

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Foto extraída de http://lucianasabbag.files.wordpress.com/2009/02/sorriso.jpg

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pensamento Comentado: Provérbio Árabe

Hoje comento um ditado árabe, que nos traz um grande e útil ensinamento.

"Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado."

As estrelas tornam um céu noturno muito mais belo, se nós o compararmos a um céu escuro e sem brilho. Tais estrelas são vistas apenas quando o tempo está favorável, mas, ainda que haja nuvens espessas, as estrelas continuam brilhando, embora longe de nossos olhos.

Quando o céu está nublado, com grossas nuvens, escuras e opacas, os nossos olhos são privados de ver a beleza e o brilho do céu. E, quando o ser humano fica por algum tempo sem ver alguma coisa, tende a esquecer-se dela, a pensar que não existe mais ou que nunca existiu. Contudo, seria um grande erro afirmar que as estrelas deixaram de existir somente porque eu as deixei de ver. Um dia as nuvens desaparecerão e as estrelas brilharão novamente esplendorosas.

Da mesma forma, quando tudo está evidentemente a nosso favor, temos esperança e vemos as coisas belas da vida, mas quando passamos por cinzentas aflições, que obstruem a nossa visão, tendemos a pensar que não há mais esperança e nem beleza na vida. Tudo está acabado. Mas esse pensamento é um grande erro, porque as esperançosas estrelas da vida continuam refugindo esplendorosas no céu, ainda que não as vemos.

Um dia as nuvens da aflição se dissipam e vão embora, e a alegria da esperança torna a raiar sobre os nossos olhos. O céu não mudou por causa das nuvens, apenas deixamos de vê-lo por alguns instantes. Assim, resta sempre uma esperança, ainda para a mais difícil das situações.

(leia o livro de e você verá que, mesmo em meio a tantas dificuldades, o servo de Deus exclamou: "Eu sei que o meu Redentor vive").
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Pensamento extraído do site www.livrepensar.net
Imagem retirada do site www.nasa.gov através do rascunho-geo.blogspot.com

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pensamento Comentado: Provérbio Chinês

Esta é a primeira postagem com um pensamento comentado. Como desejo, primeira de várias. Pretendo regularmente aqui no Páginas Incadernadas comentar alguma frase que traga idéias interessantes e produtivas. A primeira é um provérbio chinês.


"As mais altas torres começam no chão."Uma torre alta aparece imponentemente aos olhos de todos. Ela é sinal de engenho, esforço e perseverança, porque, para construí-la, necessita-se de muitos cálculos e planejamento, muita mão de obra lidando com serviços pesados; e, por fim, é preciso perseverante continuidade nos trabalhos, porque o labor se dá gradualmente e não todo de uma vez.

A torre simboliza, nesse contexto, uma vitória muito grande e visível perante os olhos de todos. Mas deve-se sempre lembrar que, para alcançá-la, foi necessário começar do mais simples e do mais básico, para enfim alçar grandes altitudes. Os estudos, o emprego, a família, o convívio social e tantos projetos de vida podem ser altas torres; mas deve-se sempre começar do que é mais básico, do que aos olhos de outras grandes torres já construídas parece insignificante.

Ainda, o provérbio dá margem também para a interpretação de que, por maior que seja a vitória alcançada na vida, as suas bases devem sempre ser cuidadas. Não se deve olhar para o topo e esquecer-se das bases, porque, se não se pode destruir uma torre pelo alto ou se isso é muito difícil de fazer, visto ser muito elevada, contudo, é possível e mais fácil pelo chão; e é sabido que muitas coisas minúsculas destroem coisas grandiosas pela insistência e pela astúcia.

Rouver Júnior
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O provérbio foi extraído do site www.livrepensar.net e a imagem do blog rafamaiax.blogspot.com. O edifício é o Burj Tower.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A dor de cabeça

Um homem de cabelos desgrenhados e de rosto muito desconfigurado brusca e impetuosamente se aproximou de mim, numa calçada de uma rua muito movimentada. De onde ele saiu? Não vi. Apareceu muito de repente. Ele disse com aspereza:

- Deus não existe, porque eu não posso provar sua existência.

Fiquei surpreso com tal atitude e também com a força da frase. Nunca havia parado para pensar nisso. Mas o homem se assemelhava muito com um louco qualquer e parecia não merecer atenção. A caminhada rumo à farmácia continuou. O homem impertinentemente seguiu-me até lá. No caminho disse-me:

- Você me ouviu? Deus não existe! Você não quer considerar isso, nao é? Deus não existe. Ninguém pode provar sua existência. Você consegue?

O medo cresceu no meu peito e eu queria imediatamente me livrar daquele louco. Poderia ser um ladrão, um mendigo, um assassino. Mas ele não me deixava. Ele foi até a porta da farmácia comigo, dizendo:

- Deus não existe, porque nem eu e nem você podemos provar sua existência. É assim. Simplesmente não existe. Tudo que dizem é ilusão. Não há provas. Nem uma pequena prova existe!

Entrei na farmácia, pedi muitas caixas do meu remédio para dor de cabeça. Que dia! Acordara bem, mas tudo ficou cansativo depois do café. Agora, aquele louco me esperava à porta da farmácia, do lado de fora, às 16:30 hrs. Eu o via através do vidro. Pensei em não sair logo, pensei em demorar-me, na esperança de que ele desistisse de me perseguir. Que homem louco!

- Tudo isso!
- Sim, senhor. São muitas caixas. - disse o farmacêutico.
- Coloca na conta.
- O senhor encerrou a conta no mês passado.

Apertei os lábios desagradavelmente. Não vou fazer outra conta. Coloquei a mão no bolso, tirei a carteira, não há dinheiro suficiente. O louco está la fora: cabelos esvoaçados e secos, barba rala e acinzentada, impaciente e movimentando-se muito. Que dor de cabeça! Mas eu tenho que comprar remédio.

- Vai levar, senhor?
- Quero a metade, por favor.

O farmacêutico entra numa sala para pegar as caixas e demora-se por um tempo. Esforcei-me e lembrei o que o louco dissera no caminho. "Deus não existe, porque ninguém pode provar".

- Será que ninguém nunca provou a existência de Deus? - perguntei-me preocupado - Não existe nenhum argumento ou aquele homem está simplesmente perdido em devaneios ateus? Pode ser que ele simplesmente não conheça nenhum argumento, mas exista razões muito sérias para se crer na existência de Deus.

O farmacêutico volta com os remédios.

- Aqui estão, senhor.

Não sei quanto demorei para responder. Nesse momento, eu estava olhando fixamente o homem do outro lado do vidro, como ficara em todo o momento de minhas indagações, e não entendi imediatamente o farmacêutico. Mas a cabeça dói.

- Senhor, os teus remédios. - diz o farmacêutico estendendo a sacola com as caixas.

- Diga-me - disse abruptamente, despertando das abstrações e me voltando para o homem com os remédios - quem é aquele homem? Você o conhece?

Um riso contido perpassa os lábios finos do farmacêutico.

- Aquele homem é um louco.
- Qual o seu nome?
- Nielmartz Dárin. Estudou tanto que ficou louco.
- O que estudou?
- Filosofia.
- Ah! - fiz um gesto facial de compreensão. Agora faz sentido. Entendia tudo agora.

- Esses filósofos são loucos mesmo. Investigam a própria investigação.
- Fez muitas perguntas e ficou assim: não pode provar nada, nem a própria existência. Vive dizendo - continuou o farmacêutico - que Deus não existe. Não há quem escape.
- Pois é, ele veio me importunando com esse assunto. Dizia que Deus não existe, porque não podia provar.

Quando o farmacêutico ouviu isso, desatou numa bela gargalhada.

- Então ele pegou você também. E o que você acha sobre o que ele diz?
- Bom - pensei um pouco - acho que ele está completamente errado. É claro que Deus existe. Vê se pode!
- Também acho que é evidente. Ninguém pode sinceramente duvidar disso.

A dor de cabeça havia passado de repente. Peguei os remédios, fui em direção à porta triunfantemente: "vou falar com ele".

- O dinheiro! - gritou o farmacêutico. Não o paguei. Voltei, acertei a compra e fui em direção à porta.

- Deus não existe! - bradou o homem quando saí.
- Senhor, Nielmartz. Somente um filósofo não vê que Deus existe. O senhor está completamente errado. Eu te aconselho a não repetir essas coisas.

Ele me olhou com muita desconfiança e atenção.

- Mas Deus não existe.
- Existe sim.
- Não existe.
- Nielmartz, a filosofia atrapalha a cabeça das pessoas. Veja: o senhor estudou tanto, que não sabe nem se existe.
- Pois é - respondeu brusca e asperamente - tenho tanta certeza de minha existência quanto da existência de Deus. Deus não existe. Eu não posso provar a sua existência, você não pode provar a sua existência, nem ninguém na face da terra o pode! Se for diferente, que o senhor me prove então e eu mudarei meu pensamento agora!

O ímpeto com que Nielmartz falou causou-me grande abalo. As respostas faltaram, os argumentos fugiram, a minha boca ficou aberta, esperando que a garganta lhe enviasse algum som inteligível e convincente. Mas Deus existe! E toda a filosofia é loucura! "Fala isso", minha consciência disse ironicamente. E agora?

- Velho Nielmartz! - Um homem de feições muito alegres veio em direção ao louco e saudou-o com muita satisfação - Velho Nielmartz. Quanto tempo, amigo! Como vão os estudos filosóficos?
- Olá. - respondeu Nielmartz secamente e, num tom rabugento, prosseguiu - Estou justamente tentando provar uma coisa muito importante para o senhor aqui, mas ele me disse que estou completamente errado. Insistiu em dizer o contrário do que digo. Nunca vi homem mais teimoso!
- Senhor - estendi a mão ao amigo de Nielmartz e ele estendeu a sua mão e me cumprimentou - muito prazer. Meu nome é Friedrich.

- Jonathans Wesley - respondeu-me.

Jonathans era inglês e tinha um ar muito plácido e contente. Com certeza gostava de filosofia. Falara com muito entusiasmo a Nielmartz e perguntara-lhe sobre os "estudos filosóficos". Mantinha um alegre sorriso nos lábios.

- Nielmartz - disse num amigável tom de reprovação - ainda com alfinetes na língua?
- Agora estou mais certo do que nunca de que Deus não existe. - disse numa crescente empolgação - Investiguei muito, pensei e calculei exaustivamente, e tudo que consegui a respeito da existência de Deus foi a sua inexistência.
- Comprovou realmente isso? - indagou Jonathans
- Mas é claro! Li muitos filósofos importantes, comparei sistemas, investiguei termos, examinei teses, debrucei-me profundamente sobre a lógica - fez uma breve pausa - profundamente e nada!
- Ainda baseado no ateísmo de Nietzsche?
- Não. Constatei que não podia aceitar uma filosofia tão incoerente. Investiguei muito os filósofos positivistas, os racionalistas e em especial Bertrand Russell. Mas fui além. Não fiquei em suas especulações.

Eu estava mudo e alheio à conversa. Alheio, não na atenção, mas no entendimento. Jonathans e Nielmartz estavam se entendendo, mas uma coisa me chamava muito a atenção e era que, de um lado, via um homem sóbrio e feliz, de outro, um tagarela desvairado. Nielmartz mesclava falas muito sérias e sem vida com exclamações e risos fora de contexto. Jonathans sempre atencioso. Nielmartz prosseguiu:

- Vi, então, Jonathans, que o raciocínio dedutivo é tão falacioso quanto o indutivo, porque as idéias universais são formadas através de particulares, uma vez que ninguém tem uma percepção do geral. Você conhece. O raciocínio indutivo nunca é seguro, porque parte de experiências particulares e pela regularidade de experiências da mesma espécie formula um conceito universal acerca daqueles fatos.

Eu me esforçava para compreender e Nielmartz prosseguia avidamente:

- O raciocínio dedutivo, por sua vez, parte de uma idéia universal para asseverar uma idéia particular. Mas aí está o problema! A idéia universal não pode ser nunca segura, porque nasceu de experiências particulares, que poderiam ser destruídas com uma simples exceção; e isso arrasaria o conceito universal.
- O que você conclui daí, amigo? - indagou serenamente Jonathans.
- Concluí que eu não posso confiar em meus raciocínios! - exclamou triunfantemente, mas Jonathans franziu levemente o senho.
- Se você não pode confiar em teus raciocínios, como você argumenta tão enfaticamente que Deus não existe? Você não faz isso através de teus raciocínios?
- Sim, mas é diferente. - Nielmartz respondeu surpreso.
- As tuas cosiderações sobre os raciocínios dedutivos e indutivos estão corretas, mas você nunca parou para pensar que a certeza que falta neles é obtida pela revelação da parte de Deus?

O semblante de Nielmartz descaíu:

- Mas Deus não existe!

Eu, muito curioso, resolvi me embrenhar na conversa:

- Senhor Jonathans, o senhor poderia me dar um exemplo dos dois tipos de raciocínios e porque não são seguros?
- Mas é claro! - disse entusiasmadamente - primeiro o raciocínio indutivo. Por exemplo: digamos que você é um pesquisador marinho e encontre em uma de suas investigações um animal completamente desconhecido, com duas cabeças e vermelho. O que o senhor pensaria? Basicamente, poderia pensar se tratar de uma anomalia ou de uma nova espécie de animal marinho. Não é verdade?
- Sim - respondi.
- Você prossegue e encontra mais um deles, e depois outro e então um grande grupo com vários deles, sempre com duas cabeças e vermelhos, vivendo normalmente numa determinada região de algum oceano. A tua conclusão é: descobri uma nova espécie de animal marinho! Então você dá o seu nome para a espécie: eles são friedrichs e todos os friedrichs, você conclui, têm duas cabeças e são vermelhos.

Nielmartz achou muito divertido a aplicação do exemplo ao meu nome. Jonathans prosseguiu:

- O que aconteceu nesse processo de pesquisa?
- Não sei - respondi.
- Você saiu de casos particulares (o primeiro animal, depois o segundo semelhante ao primeiro, depois o terceiro, etc.) e chegou a uma idéia geral: "todos os friedrichs têm duas cabeças e são vermelhos".
- Sim, compreendi. Mas não vejo problema nisso.
- O problema é o seguinte: e se você descobrisse um friedrich azul?

A pergunta era interessante e eu queria responder.

- Ora, evidentemente, ou seria uma anomalia ou outra espécie - disse animado.
- Muito bem. Se se tratasse de uma anomalia, mas ainda fosse friedrich, você deveria concordar que nem todos os friedrichs são vermelhos, porque ao menos os anômalos podem ser azuis.

Achei o raciocínio muito interessante. Jonathans era mesmo inteligente. Será que a filosofia era tão má assim? Mas pensei logo em Nielmartz e conclui que, embora a argumentação de Jonathans fizesse sentido e parecesse boa, a de Nielmartz também, pra mim, fez sentido e, assim, a filosofia continuava sendo má.

- Mas, amigo - continuou Jonathans - se você, na sua pesquisa, passasse a descobrir, daí para frente, somente friedrichs azuis? O que diria?

Nielmartz soltou uma expressão de muita satisfação com a pergunta. Pensei um pouco.

- Descobriria que os friedrichs tem duas cabeças, mas podem ser vermelhos ou azuis.
- Muito bem! - Jonathans disse muito contentemente - você tocou no problema do método indutivo.
- Eu? Qual é, então?

Nielmartz se interpôs e me explicou:
- Você teve de mudar a sua idéia geral por causa de novos casos particulares. Quando você conhecia somente friedrichs vermelhos - deu uma gargalhada apressada - você tinha um conceito: todos os friedrichs têm duas cabeças e são vermelhos. Mas, como você descobriu tantos outros friedrichs azuis, teve de reformular o seu pensamento para: todos os friedrichs têm duas cabeças e podem ser vermelhos ou azuis.

Havia muita razão no que Nielmartz dizia.
- E se você descobrisse tantos outros friedrichs com três cabeças?

Calei-me. Estava claro que tinham razão. Provaram-me que o raciocínio indutivo não era seguro. Mas... e o raciocínio dedutivo?

- Agora - disse-me Jonathans - você deve estar se perguntando sobre o raciocínio dedutivo.

Esse homem lê mentes? Indaguei-me por indagar.

- Não, não leio mentes. Apenas considero o que seria mais provável num caso como esse - disse sorrindo - O raciocínio dedutivo é o oposto do indutivo. O indutivo parte de fatos particulares para formar uma idéia geral, mas o dedutivo parte da idéia geral para os fatos particulares. Um sobe a escada, o outro desce.
- Poderia me dar um exemplo?
- Claro! Imagine que você comece a comercializar (legalmente, é claro) friedrichs, e um rapaz do sudeste brasileiro compre um de você. A entrega do animal demora e o brasileiro começa a ponderar, baseado em tua pesquisa, acerca do futuro bicho de estimação:

"Todos os friedrichs têm duas cabeças e são ou vermelhos ou azuis
Totó é um friedrich
Logo, Totó tem duas cabeças e é ou vermelho ou azul."

Veja - prosseguiu Jonathans - como o raciocínio partiu da idéia geral "Todos os friedrichs, etc.", passou por um caso particular "Totó é um friedrich" e terminou numa conclusão particular, isto é, acerca de um único animal, o Totó. Assim é o raciocínio dedutivo.
- Mas... e o problema?
- O problema está em que essa idéia geral não é segura, porque pode mudar a qualquer instante, dependendo de fatos particulares, como já foi explicado.

Concordei. Nielmartz sorria, parecia triunfar na minha fraqueza. Jonathans prosseguiu:

- Assim, nosso amigo, Nielmartz, concluiu que nenhum tipo de raciocínio é seguro, uma vez que os raciocínios ou são indutivos ou dedutivos e não há outros modos. Mas isso é completamente contraditório, porque ele chegou a essa conclusão por meio do raciocínio. Então, ele não teria nenhum motivo para confiar em suas conclusões, ou seja, que os raciocínios são incertos.

Toda essa argumentação muito me agradava, porque estava entendendo, mas a filosofia me colocou num beco sem saída.

- Mas há uma saída - disse Jonathans, como que lendo mais uma vez a minha mente - Penso que é nessas circunstâncias que entra a importância da revelação divina, impossível de ser alcançada pelo raciocínio e totalmente necessária para a vida. Se nós partíssemos de idéias gerais totalmente seguras, reveladas por Deus, poderíamos ter a certeza da segurança dos raciocínios e de nossas conclusões. Não teríamos o medo de crer nessas idéias gerais, porque aquele que conhece todos os animais e todas as coisas nos daria a certeza dessas idéias pela sua infinita sabedoria e onisciência.

Aquela conversa me interessava muito. E aos poucos eu entendia cada vez melhor. Nielmartz era quem não estava gostando da conversa agora. Falar de Deus não era com ele. Deus não existia.

- Assim - prosseguiu Jonathans - poderíamos estar seguros da imutabilidade dessas idéias gerais, independentemente das novas e tão numerosas descobertas científicas. Tendo consciência das idéias gerais reveladas por Deus ao ser humano, estaríamos seguros. Mas o amigo Nielmartz não acredita em Deus e fica preso, então, a uma forte e horrível malha de contradição. Não é, amigo?

Nielmartz comportou-se nos movimentos e gestos um tanto irracionalmente. Torceu o rosto, balançou a cabela, bufou e disse:

- Mas Deus não existe, porque você não pode provar sua existência.

Fiquei quieto, mas Jonathans balançou a cabeça reprovativamente.

- Esse argumento é falso, Nielmartz.

Nielmartz olhou espantado e muito contrariado para o amigo:

- Mas é claro que não! Argumento sólido. Se Deus não pode ser provado, não existe!
- Amigo, estudei muita filosofia também e seguimos caminhos bem diferentes. Analisei vários argumentos acerca da existência de Deus e me convenci cada vez mais de Sua existência. Não que, para mim, eu precisasse de algum outro argumento além do testemunho interior que tenho, mas minha fé foi fortalecida. Não discorrerei sobre cada argumento, mas digo que a tua filosofia não faz sentido algum, porque você despreza o valor do raciocínio e diz que pelo raciocínio você concluiu que Deus não existe. Para você, quem tem menos valor: o teu raciocínio ou a tua conclusão?

Nielmartz tinha a testa franzida loucamente, os lábios entre-abertos e os braços cruzados.

- Além disso, meu grande amigo - continuou Jonathans - o teu raciocínio contra a existência de Deus não é válido. Você diz "Deus não existe, porque eu não posso provar sua existência". Isso implica num pressuposto: "Tudo o que eu não posso provar não existe", o que é falso, porque, se não posso provar a existência de algo, o máximo que posso fazer é suspender meu juízo sobre o assunto, pois pode ser que não exista, mas pode ser que exista. Se alguém me fala que existe o planeta Dárin e eu não tenho argumentos para provar a sua existência, não posso dizer que ele não existe, nem posso dizer que existe; eu devo concordar que não sei. Assim, se você não consegue provar a existência de Deus, no máximo, você pode dizer que não sabe se Ele existe ou não, e não concluir erradamente Sua inexistência. Para provar a inexistência de Deus, você precisaria de prova. Você tem alguma?

- Para a inexistência? - Nielmartz pronunciou tais palavras tremulamente e tremulamente respondeu - Não.

Eu fiquei paralisado. Olhei as muitas pessoas em volta e todas passavam, iam e não voltavam. Sempre rostos novos. A minha dor de cabeça desaparecera totalmente. Pensei em devolver os remédios. Segurava a sacola em minha mão direita.

Não havia dúvidas que Nielmartz e Jonathans eram grandes amigos, mas agora Nielmartz estava tão confuso como um soldado derrotado aos pés de seu triunfante vencedor. Nielmartz tinha a expressão de quem iria perder a cabeça.

- Mas Deus não existe!
- Por que não existe?
- Não posso provar.
- Deus não existe?
- Sim, não existe.
- Pode provar?
- Não posso provar!

Jonathans sorriu, deu um abraço no amigo, disse "Até mais, Nielmartz", virou em minha direção e me disse:

- A paz do Senhor, Friedrich.

E foi embora. Fiquei novamente sozinho com Nielmartz, que estava um tanto atônito. Virei para ele, apertei-lhe a mão, dizendo-lhe "A paz do Senhor, amigo", deixei com ele a sacola de remédios para dor de cabeça e segui tranquilo o caminho para casa.

Rouver Júnior
Justificar

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Soneto de Saudade




Ausência tão cantada, acaso queres
De mim levar os ares que respiro?
Pois, contigo, se cismo ou se suspiro,
Mil são os meus pesares e deveres.

Expiro. E tu me inspiras, sem saberes,
Cem versos de paixão, em meu retiro.
Tão tola! Se em mil dores eu me firo,
Em dois heróicos pago os desprazeres!

Porque estes versos meigos, sufocados
Pelo teu peso, e uns ares novos suspirando,
Se elevam leves, vivos, e se vão.

E em face dos olhinhos repuxados,
Eu posso ter por certo, respirando:
"Foram eles a este coração."

Rouver Júnior

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Amor ilusório

Amor, que é néscio, amor que desconhece,
Se excessos a quem ama, amando, intenta,
Não sabe, nem calcula e desfalece,
De amor morrendo ao fim pelo que inventa.

Amor, que é sábio, amor que bem conhece,
Se, amando, bem pequeno um sonho tenta,
E sabe, e mede tudo e vive, cresce,
De amor se renovando enquanto aumenta.

Por quê? Se amores são, se tudo amor?
Pois amar é amor que sempre dura...
Motivo eu vos darei desta inconstância.

O amor que vive, vive sabedor,
O amor que morre, morre na loucura,
Porque este amor, que é néscio, é ignorância.

Rouver Júnior

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Soneto de boa noite feito por contínua ocasião de um sentimento puro

Gatinha dos olhinhos repuxados,
Um beijo de palavras, docemente,
Assim, agora, dou-te, de repente,
Por versos, em verdade, apaixonados.

Se vires, minha linda, em tua mente,
Meus olhos te sorrirem derramados,
Sorri-me, devolvendo, acarinhados,
Os sentimentos meus, e me acalente.

Memória da paixão, que eu alimento,
Nutri por mim, querida, em ledo encanto.
Que seja bom namoro o nosso e santo,

Tão simples qual mais meigo pensamento.
Em verso, um beijo dou-te e como foi-te
O dia bom pra ti te seja a noite.

Rouver Júnior

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Verso factual

Um verso não nasceu, que te encantasse;
O verso dorme ainda e sonha crendo;
Por entre inalcançados pensamentos,
Meu verso puro espera e vai crescendo.

Um verso não morreu, mas sonha crendo
E espera saltitar bem acordado;
Meu verso, que te espero, venha puro,
Do jeito mais singelo e recatado.

Do ventre deste peito, aqui gerado,
Aguarda, em formação, o verso infante;
Se fosse mina o peito meu, que versa,
Meu verso não seria um diamante.

Um peito de quem gosta, apaixonante,
Se precioso bem, que nos console,
Concebe e faz nascer tanta paixão,
Contudo, o sentimento é sempre mole.

Um verso, um verso só que apaixonasse,
Eu busco pra dizer-te, sem efeitos;
Quem sabe, o verso puro, o verso meigo,
Na vida, só te venha por meus feitos.

Rouver Júnior


leia o poema "Meu verso apenas"

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Qual o poema de Rouver Júnior que você gostou mais?

Olá a todos.

Por conta do Concurso de Literatura lançado pela Editora da UFES* (Edufes), do qual pretendo participar, criei uma enquete a fim de conhecer quais dos meus poemas mais agradaram aos leitores. Isso me ajudará na seleção dos poemas para o concurso. Além disso, poderei perceber qual o tipo de poesia que vocês mais gostam.

A enquete, que pode ser encontrada na barra lateral deste blog e cujo título é o mesmo desta postagem, tem duração de 10 dias, pois não desejo me demorar muito com a pesquisa, começando a contagem a partir de hoje. Portanto, o seu término se dará no dia 20 do presente mês, às 23:59.

Peço a todos que votem, pois o voto de vocês é muito importante.

Me ajudem nesse desafio e divulguem a enquete. Conto com o apoio.

Uma observação final. Para quem não conhece algum dos poemas mencionados na enquete, você poderá encontrá-lo na barra lateral do blog.

Fiquem todos com Deus.

A paz e a graça do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Rouver Júnior

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*UFES - Universidade Federal do Espírito Santo

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nada te faltará

"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará." (Salmos 23:1)

Por vezes na vida da gente passamos por angústias e por sofrimentos, sem saber precisamente o que está acontecendo. Nós ficamos preocupados. O que será do futuro? E se a comida acabar? E se a roupa faltar? E se o aluguel vencer de novo? E se a doença chegar? E a solidão? E a velhice sozinha?

Se somos ovelhas de Cristo, podemos ter a certeza de que nada nos faltará, porque o Senhor nos apascenta. Quando a nossa visão não enxerga o caminho, Ele nos guia. Quando o cansaço e a fome chegam, Ele nos faz deitar em verdes pastos. Quando o sol ardente nos maltrata na caminhada, Ele nos leva às águas tranquilas de um manso riacho e refresca a nossa alma.

Cristo nos alegra na tristeza, nos anima no desânimo, nos fortalece na fraqueza, nos abriga na tempestade, nos dá segurança no medo e perdoa todos os pecados.

Jesus é o Bom Pastor, e o Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas.

Confie em Jesus!!!!

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um Deus que age em favor do ser humano

O Cristianismo tem por característica o seguinte fato: é sempre Deus quem toma uma atitude em favor da humanidade. Jamais o homem tomou uma atitude em direção a Deus sem que Deus haja tomado uma atitude antes em direção ao homem.

Basicamente, a História Cristã segue-se assim:

(1) Deus criou o homem à sua imagem e à sua semelhança;
(2) O homem pecou, afastando-se de Deus. Como conseqüência veio a separação entre Deus e o homem, porque Deus é santo e, portanto, não se mistura com o pecado.
(3) Deus envia a lei, para mostrar o pecado do homem;
(4) Na plenitude dos tempos, Deus envia a Jesus Cristo para com seu sangue redimir a todo o que crê.

(1) No Jardim do Éden o homem gozava de plena comunhão com Deus.

(2) Por causa da desobediência, o homem se afastou de Deus, perdendo a comunhão com Ele.

(3) Mas Deus, por tanto amar o mundo, queria que o homem recuperasse a antiga comunhão. Contudo, um dilema estava travado. De um lado o homem sujo pelo pecado e de outro Deus que não se mistura com o pecado. De um lado o homem que não sabe que é pecador, nem sabe, logo, que necessita de salvação; de outro lado, um Deus que quer trazer para si a humanidade. Se dependesse do ser humano, nada iria mudar, porque ele não sabia que era pecador. O que fazer então? Deus toma uma atitude de amor para com a humanidade: envia a lei, para que ela mostrasse abundantemente o pecado dos homens e a incapacidade do ser humano de se salvar. A lei foi enviada para que a ofensa abundasse, fosse vista em grande quantidade, fosse estampada perante o rosto de cada um e para que todos fossem encerrados debaixo do pecado, de modo que ninguém pudesse dizer "Não tenho pecado". Sem a lei, o homem que já estava no pecado, continuaria no pecado sem saber, continuamente afastado de Deus. Com a lei começa o processo de reconciliação do homem com Deus, porque agora o ser humano já se achava desgraçado e infeliz, triste e frustrado com os próprios pecados, estremecendo perante a severidade da lei.

(4) Depois que todos estavam debaixo da lei do pecado e encerrados sob a ira de Deus, desesperados, sem poder cumprir a lei e tendo por destino as chamas eternas do inferno, na plenitude dos tempos, Deus toma outra atitude de amor: envia o seu Filho unigênito para cumprir toda a lei em nosso lugar e para cumprir a obra redentora em nosso favor. Assim, Jesus foi pendurado numa cruz, como um criminoso, foi blasfemado, espancado e moído, levando sobre si todos os nossos pecados. Morto uma vez, ressuscitou ao terceiro dia. Dessa forma, todos os que crêem em Cristo Jesus, pelo sangue do Salvador, são arrancados de debaixo da lei do pecado, são lavados no sangue de Jesus Cristo, nascem de novo, sendo feitos novas criaturas e, então, podem gozar daquela antiga comunhão que o homem tinha com Deus no Jardim do Éden. Outro é o destino do homem: agora os céus, a incorrupção e a vida eterna.

Nestas coisas vemos sempre Deus tomando atitudes em favor da humanidade. Porque, desde a antigüidade, ainda não se viu e ainda não se ouviu de um Deus que trabalha em favor daqueles que n'Ele esperam. Vemos também que o primeiro passo para o homem hoje se reconciliar com Deus é o reconhecimento de que é pecador e necessitado de um salvador. Além disso, é preciso crer que Cristo Jesus é esse Salvador e que é poderoso para perdoar os pecados do homem. É necessário também que o homem confesse os seus pecados e se entregue a Jesus Cristo.

Nisto seja glorificado o Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.


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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Parlatorio non zovistigatto

Io sô come un parolero. Si nata a dizere, vô parlano in questa conversazione che nai razó di sere si non il magaronês et la gratia di uno parlatorio zen molto zovistigaçó. Il Juó Bananere dizzia de maniere molto ingrazziata da Tristezza di Alvare d'Azzevedo in sa Gansó da morte. Pena che Bananere amatô la pobre Juóquina cum tanta cuvardia. Si ria molto tembê naquella insgrizione de Gonzalve Dia, Migna Terra, en questo lugario si via:

Migna terra tê parmera,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.*

Il Juó parla pio d'Os meus otto anno, di Cazzimire d'Abreu. Tutto molto ingrazziato, tutto molto rizzogno. Io lego, io video, ma io nunca pisco. Non. Io capisco si, ma come quiê molto ri.

Agora, amico, come dizere pio? Si acabô il parolaçó. Tutte bello, ma con finni. Tutte ingrazziato, ma che si fina. Entó, io vô m'acabá per aqui. Fermo la boca et galo mi magaronês. Tutte zen razó si non di parlare in brazziglianno molto ingrazziato. Galo! Finni! Até pio!

Rovere Iuniori


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* extrato di Migna terra, di Juó Bananere, in La Divina Increnca, in http://bananere.art.br/p3

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Soneto V

Nos membros desta carne pecadora
Eu vejo lei contrária ao meu querer;
O bem, que quero, quero sem fazer
E o mal, que odeio, faço, sem demora.

Um grito sai de mim, minh'alma chora!
O corpo desta morte quer morrer;
Mas graça Deus tem dado e bem viver,
Que da lei do pecado fui outrora!

Portanto, agora, morta a autoridade
Da carne desta morte, que guiava-me,
Nenhuma acusação prevaleceu.

Condenação não há, pois a Verdade,
Na qual estou, liberto fez-me e lava-me
Todo o dia, pois Cristo a cruz venceu!

Rouver Júnior

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terça-feira, 14 de julho de 2009

E se alguém te fizesse a seguinte pergunta

Se alguém te perguntasse: "Por que você ama a Deus?" O que você responderia?

Você tem quatro opções de resposta:

(1) Não sei.
(2) Não amo a Deus.
(3) Porque eu escolhi amar a Deus.
(4) ...

A primeira é uma resposta chata, porque mostra um desconhecimento de causa. Deus te ama e você ama a Deus, mas não sabe o porquê.

A segunda é pior ainda, porque mostra a tua aversão ou a tua indiferença para com uma pessoa que te ama tanto e que fez tanto por você.

A terceira é uma resposta religiosa, mas totalmente falsa, porque engana profundamente quem assim crê.

A quarta, que não mencionei, mas que digo agora, é "Porque Ele me amou primeiro". Essa resposta é perfeita, porque antes de nascermos, quando os nossos antepassados blasfemavam contra Deus, Ele olhou com um olhar de misericórdia para a humanidade perdida e prisioneira e, com o seu muito amor com que nos amou, enviou seu Filho unigênito Jesus Cristo, que verteu o seu sangue, teve a sua carne rasgada por amor a nós e ressuscitou ao terceiro dia, estando hoje à direita de Deus Pai com todo o poder e glória. Nós nascemos pecadores e, como nossos antepassados, pecamos também; não queríamos a Deus, não tínhamos prazer em buscar a Deus, não podíamos escolher amar a Deus, éramos inimigos de Deus; mas, porque Ele nos amou primeiro, Ele também nos reconciliou de graça consigo mesmo. E o amor está nisto, não em que houvéssemos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós e enviou o seu Filho unigênito para propiciação dos nossos pecados.

"Nós o amamos porque ele nos amou primeiro." (I João 4:19)

Por que você ama a Deus?

( ) Ainda não amo a Deus.
( ) Porque Ele me amou primeiro.

Rouver Júnior

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