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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Massacre sua mente

De todos os lados, em todas as direções. De cima pra baixo, de baixo pra cima: massacre sua mente com a verdade. Golpeie de todos os lados com afirmações verdadeiras, com justiça e retidão. Esbofeteie seu cérebro com o Evangelho, até que essa mente corrompida e obscura, amortecida por pensamentos maus, cauterizada por tendências pecaminosas morra. Morra. Para ressuscitar em você a mente de Cristo, cheia de graça, luz e verdade; cheia de bondade e amor, benignidade, mansidão e temperança. Mas, por enquanto, por agora, pelo instante presente, massacre, massacre sua mente com a verdade!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

João 3:16

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

Quem disse isso foi Jesus Cristo. Quem escutou foi Nicodemos, um mestre de Israel, que fora ter com Jesus de noite. Jesus está dizendo que seu Pai YAWEH deu seu Filho unigênito, quer dizer, Jesus mesmo; para que os que crêem nele não morram, mas tenham a vida eterna. Primeiro, Deus amou o mundo de uma forma imensurável, da qual não sabemos nem a largura, nem a altura, nem a profundidade, porque o amor de Deus excede todo o entendimento. Segundo, Deus agiu, porque amar também é agir. Quem ama prova o seu amor por suas atitudes, e Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. Você não é simplesmente o que você diz, mas também o que você faz. Terceiro, Deus deu o seu melhor: o único Filho. Quarto, quem crê em Jesus tem a vida eterna, quem não crê não tem a vida eterna. E o que é crer? Com certeza não é simplesmente dizer "Eu creio", "Eu sou cristão" ou "Eu vou à igreja". Crer é confiar e implica em obedecer. Se alguém diz que crê que um remédio lhe curará de uma terrível enfermidade e não tomar o remédio, por acaso essa fé dele será verdadeira? A fé sem obras é morta. Quem crê obedece. Quem prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus: quem persevera na doutrina de Cristo tem tanto ao Pai quanto ao Filho. Quinto e último, há apenas dois destinos: ou você vai para o inferno ou para o céu, ou morre ou tem a vida eterna. Creia no Senhor Jesus Cristo!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A simplicidade da oração

Para pregar, estuda-se a retórica; para cantar louvores existe a música; para representar um papel no grupo de teatro da igreja, pode-se estudar artes cênicas. Para todas essas coisas existem escolas, mas não existe nem técnica nem escola para a oração. Você dobra os joelhos, seguindo o exemplo bíblico, ou ora em pé, ou sentado, ou deitado, e abre o seu coração, e se derrama aos pés de Jesus Cristo, como aquela mulher que derramou perfume e o enxugou com os cabelos. Você desce e se humilha, e se alegra, e louva, e agradece, e chora, e ri, e pula, conversando com Deus. Alguém se matricula numa escola de balé, mas ninguém estuda oração. Um detalhe fundamental, porém, é que a retórica, a música, as artes cênicas, a coreografia, não podem tocar o coração de Deus por si mesmas; elas carecem da oração. Estude retórica e não ore e os seus discursos serão belos, mas mortos. Conheça a música e não ore e os seus louvores serão fachada. Aprenda como se representa com perfeição, mas ore. Faça a coreografia com excelência, mas saiba dobrar os joelhos e clamar a Deus. A oração é simples como um diálogo, mas poderosa em seus efeitos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fiel obediência

Uma maneira simples de saber se temos Deus na vida está relacionada à perseverança na doutrina de Cristo. Muito simples: se perseveramos nos ensinamentos de Jesus, temos tanto o Pai como o Filho; se não perseveramos na doutrina do Senhor e prevaricamos, não temos a Deus.

Nada de parcialidade. Separar fé e obras criará heresias. Somos salvos pela fé na Palavra de Deus. Mas se não obedecêssemos ao que essa Palavra nos ensina, não estaríamos deixando de crer que a obediência nos livraria da morte? Se dissermos que cremos em Jesus, mas negarmos pelas nossas obras a importância do perdão, não estaríamos varrendo todo o sentido da nossa fé? Crer é obedecer, porque se a Palavra de Deus é digna de crédito, ela também é digna de obediência. A fé sem obras é morta. Você será salvo pela fé, mas produza frutos dignos de arrependimento. A fé viva reflete-se em boas obras.

Você tem fé e não persevera na doutrina? Cuidado que Cristo volta e você fica pra trás. Você se diz cristão, mas não obedece à Bíblia? Veja que pelas tuas obras serás julgado. Você vai à igreja, mas não leva uma vida de santidade? Considere a parábola das Dez Virgens. Deus quer que todos se salvem, pela fé que obedece à Sua vontade.

Dois extremos precisam ser evitados. Alguém diz que somente a fé salva, entendendo por fé simplesmente a confissão verbal da religião cristã. Ele poderá viver uma vida absolutamente dissoluta e afirmar todos os dias de sua existência que crê em Deus. Isso o levará para o inferno. Deus requer santidade.

Outro alguém diz que somos salvos pelas nossas boas obras, sem a cooperação da graça divina em nossas ações. Ele fará obras filantrópicas e desprezará completamente o amor de Jesus Cristo e a preciosidade de Seu sacrifício para a sua salvação. Isso o colocará dentro do lago de fogo e enxofre.

Quem crê que Jesus é o Filho de Deus e só disse a verdade deve obedecer aos mandamentos que Ele nos deixou para que andássemos neles. A fé viva e a conduta piedosa e fiel não podem ser desatadas.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Pós-modernidade e as virtudes cristãs

Estamos vivendo numa época cheia de virtudes. A pós-modernidade não são só vícios, como muitos pensam; ela está repleta de amor, de humildade, de misericórdia. Mas virtudes em lugares errados são terríveis! A humildade, por exemplo, naturalmente habita na casa da ambição humana, mostrando ao homem o seu devido tamanho perante os outros; mas nos últimos tempos o carro de mudança levou a humildade para a casa da convicção, e lá despejou todas as suas trouxas. Hoje, o homem humilde é aquele que não tem certeza de nada, que diz perante os resultados da tabuada: "essa é minha opinião" ou " não sou dono da verdade" ou ainda "posso estar errado". Temos que expulsar logo a humildade desse lar e enviá-la novamente para o lugar de onde nunca deveria ter saído, porque os homens que ela produz são pessoas inseguras e fracas, que não são capazes de acreditar no que dizem mesmo se as provas de sua consciência forem tão certas e tão claras como a afirmação de que 2+2=4. O importante não é ser virtuoso, mas sê-lo no lugar certo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um Pouco Mais de Tolerância

Por muitas vezes, as pessoas fazem coisas com as outras que não gostariam de fazer, dizem o que não gostariam de dizer, são como não gostariam de ser. Quando uma pessoa é irritante comigo, pode ser que esteja agindo de uma forma que a entristecerá minutos depois. Por causa de fatores externos, como enfermidades, os indivíduos se portam inconvenientemente em determinados momentos. A vida de alguém nem sempre é o que ele gostaria que fosse. Para os crentes em Jesus, a vida é um processo de aperfeiçoamento, cujo estado final será a estatura de homem perfeito. Mas enquanto passamos pelas aflições do processo, e por suas dores, lembremos que o nosso próximo tem a capacidade de se arrepender e tentemos ser mais tolerantes uns com os outros.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Amar: palavrinhas bonitinhas?

Amar não consiste na prática de ações bonitinhas ou em palavras graciosas e polidas. Por exemplo, se o homem vai para o inferno e não sabe disso, se não sabe que pode fazer alguma coisa, acusá-lo de seu pecado, mostrar a sua culpa, dizer-lhe com todas as letras que irá para o fogo eterno, caso permaneça como está, indicar-lhe, então, o caminho são verdadeiros atos de amor. Deus primeiro revelou que todo mundo havia pecado gravemente e não poderia fazer nada; depois foi que, na plenitude dos tempos, mostrou a saída em Jesus Cristo. Amar não é lisonjear, mas querer o sumo bem, ainda que as palavras sejam ásperas como o chinelo do pai e tão desagradáveis como os remédios mais eficientes.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A realidade da crença

"Você nunca tem consciência do quanto de fato acredita em alguma coisa enquanto a verdade ou a falsidade dessa coisa não se torna uma questão de vida ou morte para você. É fácil dizer que você acredita que uma corda seja forte e segura, enquanto a está usando apenas para amarrar uma caixa; mas imagine que deva dependurar-se nessa corda sobre um precipício. Será que não iria primeiro descobrir o quanto na verdade confia nela? O mesmo se dá com as pessoas. Por anos eu teria dito que tinha total confiança em B. R. Então veio o dia em que tive de chegar à conclusão sobre se iria ou não confiar-lhe um segredo realmente importante. Isso lançou uma nova luz sobre o que eu chamava de minha 'confiança' nele. Descobri que não havia coisa semelhante. Apenas um perigo verdadeiro põe à prova a realidade de uma crença."

LEWIS, C. S. A anatomia de uma dor: um luto em observação. Trad. FRANCA, Alípio. São Paulo: Editora Vida, 2007. pp. 45-46

sexta-feira, 10 de julho de 2009

É racional acreditar na inexistência da verdade?

1 - Parece ser racional, porque há pessoas que afirmam não existir verdade. Uma vez que os seres humanos são dotados de razão, parece não haver problema em crer na inexistência da verdade.

2 - Além disso, a verdade apresenta muitas dificuldades a uma definição precisa e parece impossível argumentar sobre algo não definido com exatidão.

3 - Por outro lado, quem acredita na inexistência da verdade tem por certa e por aceitável a sua crença. Também, quem assim crê não pensa estar iludido, mas, pelo contrário, deseja que a sua crença faça sentido. Ora, somente a verdade é digna de ser acreditada, pois a mentira ilude e, na hipótese de não haver nem verdade nem mentira, nada é digno de confiança.

4 - Dessa forma, quem pensa não existir verdade ou se contradiz afirmando ser verdadeira a proposição "Não existe verdade" ou age irracionalmente crendo em algo que não apresenta nenhum motivo seguro para ser acreditado, visto que, hipoteticamente, nem a verdade e nem a mentira existiriam.

5 - Quanto ao que é apresentado no item 1, pode-se afirmar que, embora sejam dotadas de capacidade racional, as pessoas muitas vezes procuram subterfúgios para justificar-se, ao menos aparentemente, pois não querem ser reprovadas perante os outros seres humanos. Ademais, muitas vezes também, as pessoas ignoram o raciocínio exato e verdadeiro para fazerem com que as suas ideologias sejam aceitas, conferindo-lhes poder e prestígio. Além do mais, erros de raciocínio podem ser cometidos e um conhecimento substancial da realidade exige a revelação divina. Assim, o fato de toda a pessoa ser dotada de razão não é garantia nem de sinceridade e nem de acerto no tratamento de qualquer questão por parte de cada um.

6 - Quanto ao apresentado no item 2, pode-se dizer que, embora realmente apresente grandíssimas dificuldades de definição exata, a verdade nem por isso deixa de existir, porque eu não preciso necessariamente saber "o que é" uma coisa, rigidamente definida, para saber se essa coisa "é" de fato. Noutras palavras, para saber se as coisas existem, eu não necessito da plena definição de cada ser. Estão no grupo dos que não foram plenamente definidos pelos homens, por exemplo, o "amor" e o "ser", embora não se possa concluir a inexistência de algum deles. Assim, vê-se que este argumento nada soma contra a existência da verdade.

7 - Tendo em vista os argumentos apresentados e as contradições existentes na crença da inexistência da verdade, conclui-se, portanto, que tal crença não é racional.

Rouver Júnior

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Verdade e educação: nota

A verdade é tão fundamental para a vida do ser humano que viver sem ela é impossível. Todo o homem tem a propensão para acreditar na verdade. Ninguém quer acreditar no falso, porque isso significa estar enganado. Não é radicalização.

De fato, até aqueles que negam a existência da verdade querem que as pessoas pensem ser seus pensamentos verdadeiros e confiáveis. Se o indivíduo que argumenta contra a existência da verdade assume em um debate, desde o início, que fala mentira, ele cai no absurdo e no descrédito. Ele tem de parecer que fala a verdade, e realmente assim quer. Desse modo, a única maneira de um relativista - aquele que não crê na verdade absoluta - argumentar contra a verdade é assumi-la. Isso é totalmente contraditório.

É interessante o leitor entender isso, porque no momento atual da História a sociedade passa por uma grave crise de descrença. A pós-modernidade com seu relativismo, atrelado ao comunismo militante de revolução cultural, vem destruindo muita coisa. Na antiguidade, depois do embate entre Parmênides e Heráclito, surgiu uma forte crise. Dessa crise surgiram os sofistas. Eles não tinham compromisso com a verdade objetiva, mas basicamente ensinavam meios de persuasão. Então surgiram Platão e Aristóteles. Da disputa entre o pensamento dos dois, veio outra crise. O ceticismo, o epicurismo e o estoicismo apareceram fortemente. Mais tarde apareceu Tomás de Aquino conciliando fé e razão. Em resumo da história, veio Kant e separou-lhes. Este filósofo foi a fonte do existencialismo, da fenomenologia, do pragmatismo e do relativismo modernos, dentre outros. Hoje o pensamento filosófico está em crise e, logo, a sociedade passa por ela também. Entretanto, parece que o momento mais anti-intelectual da História do pensamento é o atual.

Bom, depois dessa história, pergunto: se não houvesse verdade e tudo fosse relativo, para que argumentar? Se as informações passadas em um texto não são, pelo menos, pretendidas verdadeiras, para que escrever? Se não há pensamento verdadeiro, para que ensinar?

Note o leitor que isso afeta frontalmente a educação. Se o que o professor ensina não é verdade e tem o mesmo valor da crença anterior do aluno, ensinar não é necessário. O aluno vai terminar acreditando em algo que vale tanto quanto o que acreditava antes. Assim, a educação não gera mudança significativa no indivíduo. Pela visão que nega a verdade, saber vale tanto quanto ignorar. A escola é, então, desnecessária.

Pois é. Pretendia escrever um texto menor. Agradeço ao leitor que leu até aqui pela paciência e peço-lhe ainda mais um pouco de perseverança em ler. Mais um parágrafo e duas pequenas frases.

Se há algum professor adepto do relativismo lendo este texto, peço-lhe pense sobre a implicação do relativismo na educação. Os alunos precisam aprender coisas verdadeiras e confiáveis. Eles precisam aprender a questionar, mas com as questões certas e buscando uma resposta, que deve ser verdadeira.

Enfim terminou. Obrigado leitor.

(Rouver Júnior)