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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Limpos de coração


“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Mateus 5.8

No grande e terrível dia do encontro com Deus, os homens que trouxerem os seus corações puros verão a Deus. Deus é glorioso, supremo em majestade, o seu esplendor é mais intenso e forte do que o resplendor do sol quando fulge na grandeza de toda a sua força, dourando as nuvens do céu, enrubescendo a imensidade poente. Deus é mais lindo, mais sublime, do que tudo o mais belo que já temos visto no mundo, nada alcança a magnitude da beleza da sua face. Ninguém a viu, mas “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1).

Nesse dia do encontro com Deus nos céus, os limpos de coração poderão contemplar a glória suprema do eterno Criador, que vive desde sempre, de eternidade em eternidade. A visão da face de Deus será a visão mais magnífica que nós nem podemos hoje imaginar. Quereremos vê-la mais e mais e a veremos por toda a eternidade. Entretanto, o versículo fala dos limpos de coração. Os que estiverem com o coração sujo por pecados não poderão ver a face de Deus.

O coração do homem se suja pelos olhos do homem, por sua boca, por seus ouvidos, por suas mãos, pelos seus maus pensamentos. O adultério, a prostituição, o homossexualismo, a mentira, o orgulho, a inveja e outros muitos mais tipos de pecado, que podemos conferir na Bíblia Sagrada, sujam o coração do homem, de modo que ficarão de fora dos céus os que tais coisas fazem, como nos atesta Apocalipse 22.15, 21.8 e 1 Aos Coríntios 6.9-10.

Deus quer que todos se salvem e o sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz, purifica o homem de todo o pecado. Deus quer que você entre nos céus. Ele está interessado nisso. Jesus Cristo pagou um altíssimo preço na cruz do Calvário, fez uma obra extraordinária, por te amar de uma forma incalculável, para que você, arrependendo-se dos teus pecados, confessando-os a Cristo, invocando o seu magnífico nome, fosse perdoado, purificado, salvo, transformado numa nova criatura, havendo nascido de novo, da água e do Espírito, e pudesse ver a Deus, face a face nos céus um dia. Assim, pois, ficam as palavras ditas no Sermão do Monte pelo maravilhoso e eterno Senhor e Salvador Jesus Cristo, que foi dado por Deus “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Mt 5.8

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Glorioso, majestoso e imutável

Jesus é glorioso, majestoso, eterno e imutável. Não há quem seja mais belo ou mais inteligente, nem bondoso, nem mais justo, nem mais gracioso do que o nosso Deus. Vestido de poder, de graça e de eqüidade; não há quem seja mais magnífico do que o Senhor. Digno de honra, de glória e de majestade. Ele é mais alto, mais intenso e mais profundo. Ele é mais forte, mais imenso e verdadeiro. Ele é melhor, que toda a gente. Ele é maior que o mundo inteiro. Ele é mais lindo do que tudo.

Jesus é lindo e amoroso, e por amar tão mais profundamente, deixou a glória imensa no céu e desceu à terra, fazendo-se humano sofredor, rebaixando-se para servir à criatura e mais ainda quando subiu no monte do Gólgota para morrer na cruz por nós. Deus Pai ama a Jesus, seu Filho, tão inefavelmente, que soberanamente o exaltou, ressuscitando-o de entre os mortos e dando-lhe um nome que é sobre todo o nome e perante o qual todo o joelho se dobrará e toda a língua confessará, que Jesus é o Senhor.

Quem crê nesse... se você crê nesse Jesus tão glorioso, tão lindo, tão sábio, você tem a vida eterna e o encontrará nos céus um dia; você o verá face à face. Mas, se você não crê, o dia da ira de Deus aguarda pacientemente: se você não crê, será condenado. Mas Deus não quer que ninguém se perca; Ele quer que todos venham ao arrependimento e ao conhecimento da verdade. Esse Deus maravilhoso perdoará os teus pecados se você se arrepender e confessá-los a Ele.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

João 3:16

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

Quem disse isso foi Jesus Cristo. Quem escutou foi Nicodemos, um mestre de Israel, que fora ter com Jesus de noite. Jesus está dizendo que seu Pai YAWEH deu seu Filho unigênito, quer dizer, Jesus mesmo; para que os que crêem nele não morram, mas tenham a vida eterna. Primeiro, Deus amou o mundo de uma forma imensurável, da qual não sabemos nem a largura, nem a altura, nem a profundidade, porque o amor de Deus excede todo o entendimento. Segundo, Deus agiu, porque amar também é agir. Quem ama prova o seu amor por suas atitudes, e Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. Você não é simplesmente o que você diz, mas também o que você faz. Terceiro, Deus deu o seu melhor: o único Filho. Quarto, quem crê em Jesus tem a vida eterna, quem não crê não tem a vida eterna. E o que é crer? Com certeza não é simplesmente dizer "Eu creio", "Eu sou cristão" ou "Eu vou à igreja". Crer é confiar e implica em obedecer. Se alguém diz que crê que um remédio lhe curará de uma terrível enfermidade e não tomar o remédio, por acaso essa fé dele será verdadeira? A fé sem obras é morta. Quem crê obedece. Quem prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus: quem persevera na doutrina de Cristo tem tanto ao Pai quanto ao Filho. Quinto e último, há apenas dois destinos: ou você vai para o inferno ou para o céu, ou morre ou tem a vida eterna. Creia no Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fiel obediência

Uma maneira simples de saber se temos Deus na vida está relacionada à perseverança na doutrina de Cristo. Muito simples: se perseveramos nos ensinamentos de Jesus, temos tanto o Pai como o Filho; se não perseveramos na doutrina do Senhor e prevaricamos, não temos a Deus.

Nada de parcialidade. Separar fé e obras criará heresias. Somos salvos pela fé na Palavra de Deus. Mas se não obedecêssemos ao que essa Palavra nos ensina, não estaríamos deixando de crer que a obediência nos livraria da morte? Se dissermos que cremos em Jesus, mas negarmos pelas nossas obras a importância do perdão, não estaríamos varrendo todo o sentido da nossa fé? Crer é obedecer, porque se a Palavra de Deus é digna de crédito, ela também é digna de obediência. A fé sem obras é morta. Você será salvo pela fé, mas produza frutos dignos de arrependimento. A fé viva reflete-se em boas obras.

Você tem fé e não persevera na doutrina? Cuidado que Cristo volta e você fica pra trás. Você se diz cristão, mas não obedece à Bíblia? Veja que pelas tuas obras serás julgado. Você vai à igreja, mas não leva uma vida de santidade? Considere a parábola das Dez Virgens. Deus quer que todos se salvem, pela fé que obedece à Sua vontade.

Dois extremos precisam ser evitados. Alguém diz que somente a fé salva, entendendo por fé simplesmente a confissão verbal da religião cristã. Ele poderá viver uma vida absolutamente dissoluta e afirmar todos os dias de sua existência que crê em Deus. Isso o levará para o inferno. Deus requer santidade.

Outro alguém diz que somos salvos pelas nossas boas obras, sem a cooperação da graça divina em nossas ações. Ele fará obras filantrópicas e desprezará completamente o amor de Jesus Cristo e a preciosidade de Seu sacrifício para a sua salvação. Isso o colocará dentro do lago de fogo e enxofre.

Quem crê que Jesus é o Filho de Deus e só disse a verdade deve obedecer aos mandamentos que Ele nos deixou para que andássemos neles. A fé viva e a conduta piedosa e fiel não podem ser desatadas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cheiro de vida e cheiro de morte

Conhecer a Jesus Cristo é como sentir um cheiro muito forte. Você pode gostar, mas pode também se sentir tão contrariado e tão desconsertado a ponto de odiar o momento em que alguém lhe falou de Jesus. Vai depender se você é salvo ou não. Cheiro de vida para uns, para outros, cheiro de morte.

Certa vez, voltando da universidade à noite, sentei-me num banco de terminal de ônibus e abri um livro. Ao meu lado, noutro banco, um homem começou a ouvir alguma banda de rock. Tentei ler, mas Deus me incomodava para que pregasse o Evangelho a ele. Comecei a falar-lhe então acerca das música que estava ouvindo e como, antes de minha reconciliação com Deus, eu escutava bandas de rock também. Citei algumas, como Iron Maiden, Black Sabbath, Angra e Helloween. Testemunhei sobre o que Deus havia feito em minha vida, como me transformou, como me arrancou de uma grande tristeza. Já dentro do ônibus, prossegui falando-lhe a Palavra de Deus, argumentando sobre assuntos relacionados à sua vida. A certo momento, extremamente incomodado com a verdade divina, o homem me disse que preferia não ter me encontrado, porque eu estava certo e agora ele não conseguiria dormir: ficaria pensando na Palavra de Deus. Disse-lhe que estava então satisfeito. Ele desceu e eu prossegui o trajeto.

O que aconteceu? meu amigo foi confrontado com a verdade e ficou muito contristado, porque viu como estava errado. Ninguém fica indiferente perante o conhecimento de Jesus Cristo. Para os que se perdem, ouvir de Jesus é extremamente desagradável, pois a Palavra de Deus aniquila o orgulho do homem, fuzila a sua soberba, destrói toda a auto-confiança e toda a auto-estima, para que o homem confie e estime somente a Deus. A Palavra é um espelho, que mostra o real estado do indivíduo, e ninguém gosta de se ver como um miserável. Mas a tristeza causada por Deus é boa, porque gera arrependimento e reconciliação.

O conhecimento de Jesus Cristo, para os que se perdem, é cheiro de morte para morte, mas para os que se salvam, cheiro de vida para vida. Que você, leitor, possa sentir cheiro de vida para vida, se não agora, porque está contristado pela Palavra de Deus, em breve, quando estiver já transformado numa nova criatura.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A paz com Deus


Aos Romanos 5:1
"Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;"

I
No texto escolhido para a exposição, Deus, através do apóstolo Paulo, nos ensina verdades importantíssimas para a nossa vida. E verá o leitor, talvez com desgosto, talvez com prazer, mas com certeza com proveito, como a fé é séria, a justificação necessária e a paz imprescindível.

Após dissertar sobre a ira de Deus, a impenitência dos judeus e a justificação pela fé, Paulo nos afirma, concluindo, no capítulo 5 da carta Aos Romanos, versículo 1, que o ser humano é justificado pela fé. Daí nós podemos tirar dois ensinamentos imprescindíveis e totalmente necessários.

Em primeiro lugar, todos quantos creram em Jesus Cristo são justificados. Isso implica no fato de que antes da fé, essas mesmas pessoas eram injustas, não cumprindo, portanto, a lei e estando todas sujeitas às punições consequentes. Os homens, antes da fé, eram injustos e voluntariamente praticavam as coisas opostas à lei, merecendo como qualquer criminoso as punições cabíveis, que, no caso da lei de Deus, convergem para uma só pena: a morte. Entretanto, os homens que creram foram justificados, tendo, pois, toda a sua condenação, a sua pena de morte, aniquilada.

Em segundo lugar, essa justificação é pela fé. A fé não é material, é invisível e espiritual, nascida no interior mais profundo do indivíduo. A fé não é obra, nem o que eu faço, de modo que podemos destacar um grande ensinamento bíblico para nós: nós não cremos porque somos justificados, mas somos justificados porque cremos. Entre uma e outra idéia vão uma distância e uma diferença muito grandes. Se cremos porque somos justificados, a nossa justiça vem antes da fé e, assim, alcançamos a salvação de nossas vidas pelas obras de justiça que houvéramos praticado. Mas a Bíblia não nos diz isso. Pelo contrário, ela nos afirma que somos justificados porque cremos: a fé veio antes da justificação e não foi, portanto, pelas nossas boas obras que fomos salvos, mas unicamente por Deus, porquanto até mesmo a fé vem de Deus. Somos justificados porque cremos e cremos porque ouvimos a Palavra de Deus. Dessa maneira, foi Deus quem produziu em nós a fé, por isso cremos, por isso somos justificados.

Outra verdade que Paulo afirma é que, portanto, temos paz com Deus. Nós não apenas estamos em paz, porque estar pode ser passageiro, mas nós temos e, logo, possuímos a paz perpétua com Deus. E o que é paz senão a ausência de conflito e a inexistência de guerra entre uma parte e outra? Ter paz com Deus significa não ter entre mim e Deus nenhum conflito e nenhuma guerra. Tudo está certo agora. Mas ter paz agora significa que antes da fé nós vivíamos em conflito e em guerra com Deus. Como dois exércitos que se enfrentam, nós estávamos do lado oposto a Deus, éramos seus inimigos e a nossa face estava voltada contra o Senhor Supremo do universo e o Todo Poderoso Rei. Lutávamos contra o próprio Deus e tínhamos toda a sua ira contra nós, pronta para desabar sobre nossos corpos. Mas agora estamos do lado de Deus, tendo paz com Ele; e por quê? "por nosso Senhor Jesus Cristo" Paulo diz.

Jesus Cristo levou sobre si todas as nossas iniquidades, todos os nossos pecados e todas as nossas enfermidades; o castigo que era para nós Ele levou sobre si e foi moído por causa dos nossos erros. Isso significa que toda a ira de Deus, que nos esmagaria, foi descarregada sobre o seu próprio Filho para que nós sobrevivêssemos. Ninguém além de Jesus poderia tomar essa atitude, ninguém senão Jesus era capaz de nos tornar amigos de Deus, aplacando o ardor da condenação e desfazendo-a. Cristo foi punido em nosso lugar, mesmo sem ter pecado nenhum. E para quem acha que o Pai tomou uma atitude muito terrível para com o Filho, o próprio Jesus se ofereceu e cumpriu amorosamente todo o propósito de Deus. Assim, porque Cristo Jesus foi dilacerado em nosso lugar, temos paz com Deus e somos justificados pela fé em Jesus Cristo.

II
Se eu terminasse por aqui, a mensagem transmitida poderia parecer simplesmente um sermão bonito e uma história de grande valor literário. Mas para que se levante os olhos desses pensamentos pequeninos e se enxergue as reflexões grandiosas desses termos bíblicos para a inteligência nossa, façamos logo uma aplicação.

Quem não é justificado pela fé não tem paz com Deus. Quem não tem paz está em guerra. Quem está em guerra com Deus tem toda a Sua esmagadora ira sobre si. Quem está sob a ira de Deus está sujeito ao inferno e quem está sujeito ao inferno e não passa a crer em Jesus Cristo vai para o inferno. É necessário crer em tudo o que a Bíblia diz que Jesus é e em tudo o que ela afirma que Jesus fez. Quem despreza isso rejeita duplamente, porque trata com desprezo o próprio Deus e o penoso sacrifício de Jesus Cristo. Se a pena dos crimes deve ser proporcional aos mesmos, sendo o juiz, qual sentença você daria para aquele que despreza o próprio Deus e todo o seu amor?

Até o fim da primeira parte, esta mensagem poderia parecer simplesmente bonita, agora ela exige uma atitude tua. Como ouvi uma vez, é melhor que o pecador saia triste com o seu pecado do que alegre com o pregador. Se você crer em Jesus Cristo, será justificado e terá paz com Deus; se não crer, permanecerá injusto e seguirá em guerra contra o Deus Todo Poderoso, pela tua própria escolha. Portanto, quero que você reflita seriamente sobre o que foi dito; e escolha a paz.

domingo, 15 de março de 2009

O alfinete: diálogo da abelha

- Sem provas, então? - indagou o crente
- Sem provas.

Um mosquito começou a picar a consciência do ateu.

- Você é um homem de fé.
- De modo algum.
- Mas você apenas crê que Deus não existe.
- É verdade. Mas não tenho religião.
- Como não? És ateu e, para pensar que Deus não existe, sem prova alguma, é preciso fé.

O mosquito transformou-se num alfinete.

- É verdade. - disse o ateu relutante sentindo umas fisgadas.
- Para saúde da ciência e da sociedade é necessário afastar a ideia de que a ciência promove o ateísmo. Se ela conduzisse as pessoas ao ateísmo, ela deveria ter pelo menos uma prova da inexistência de Deus, mas não tem.

Medrosamente, o ateu concordou com a cabeça.

- Concordamos, então, que o ateu não tem base racional nenhuma para ser ateu?

Nisso não houve acordo. Mas pareceu que o alfinete transformou-se numa abelha zumbidora e aguda.

(Rouver Júnior)

[Leia a postagem "A moeda: diálogo do soco na faca" - http://paginca.blogspot.com/2009/03/moeda-dialogo-do-soco-na-faca.html]

escute o diálogo no Player no fim da página

quinta-feira, 12 de março de 2009

A moeda: diálogo do soco na faca

O ateu disse:
- Deus não existe.
- Por que não existe? - perguntou o crente
- Não posso prová-lo.
- Deus não existe?
- Sim, não existe.
- Pode provar?
- Não posso provar!

(Rouver Júnior)

escute o diálogo no Player no fim da página

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Se Deus não existe, quem tem o direito de decidir de modo absoluto o que é bom e o que é mau?

Texto: Aurélien Lang

Tradução: Rouver Júnior


Um artigo que coloca a ponto visível a incoerência da lógica do ateu: pode-se decidir que um acontecimento é bom ou mau se Deus não existe?


"Se Deus não existe, quem tem o direito de decidir de maneira absoluta o que é bom e o que é mau?" Ninguém. E isto é verdadeiro! Como disse acertadamente Dostoievski em Os irmãos Karamázovi: "E então, que se tornará o homem sem Deus e sem a imortalidade? Tudo é permitido, por consequência, tudo é licito?": o desastre total! Ninguém tem nada a nos falar sobre nossa maneira de viver.


Não existe nenhum valor moral objetivo sem Deus

Com efeito, se não há Deus, então não existem regras objetivas que ditam o que é bom e o que é mau. Os valores morais são, assim, como os gostos e as cores; exatamente como opiniões de um indivíduo ou fruto de uma evolução sócio-biológica.

Por consequência, em um mundo sem Deus, quem tem o direito de dizer o que é bom e o que é mau? Quem tem o direito de julgar as atitudes de Hitler inferiores às do apóstolo Pedro? Dizer que isto é bom, isto é mau, perde todo o sentido em uma realidade sem Deus. Porque, dizer que alguma coisa é má porque é proibida por Deus é perfeitamente compreensível a quem crê em um Legislador divino. Mas afirmar que qualquer coisa é má, se realmente não houvesse Deus para proibir, seria incompreensível.

O conceito de uma obrigação moral, que existisse fora do indivíduo, é totalmente incompreensível sem a ideia de Deus. Em um mundo sem Deus, não há lei objetiva que dite o que é absolutamente mau e o que é absolutamente bom; não existe senão julgamentos pessoais ou culturais relativos. Isto traz a inferência lógica da impossibilidade de se condenar as guerras, as opressões e os crimes perversos, além de não se poder chamar a fraternidade, a igualdade e o amor de coisas boas. Quando o governo de um país massacra uma parte da população, é logicamente inconcebível dizer que suas atitudes são más. Se não fosse assim, em nome de quem, então? Não há, em um universo fechado, quem pudesse ditar ao homem o que é bom e o que é mau. Ninguém pode dizer a ninguém: "É verdadeiramente mau o que você faz."


A impossibilidade de viver sem valores morais objetivos

O problema fundamental, contudo, é que esta exigência - ninguém tem o direito de dizer de modo absoluto o que é bom ou mau - é existencialmente impossível de viver. Nós não podemos, segundo essa exigência, levantar a voz quando ficamos sabendo que crianças são violentadas por um pedófilo. Nós não podemos nos levantar quando vemos que uma ditadura decidiu colocar em prática um programa de exterminação de milhões de pessoas. É impossível! Nietzsche, ele mesmo que escrevia a necessidade de viver "Além do bem e do mal", rompeu sua amizade com o compositor Richard Wagner quando este tornou-se antissemita. Também, Jean-Paul Sartre declarou após a Segunda Guerra Mundial que uma doutrina que leva à exterminação não é simplesmente uma atividade do gosto pessoal ou de opinião, de valor igual ao seu oposto. Esta exigência, segundo a qual não existe nenhum bem e nenhum mal absoluto, é impossível de viver.


O fracasso do ateísmo...

Vendo o fracasso do ateísmo nesse teste, como será que o cristianismo bíblico se comporta? O cristianismo descreve com uma desconcertante transparência a realidade. Com efeito, se Deus existe, é possível conhecer de modo absoluto o que é bom ou mau. Se há um Legislador divino, nós podemos explicar porque ficamos revoltados com as abominações cometidas na Segunda Guerra Mundial ou porque é inadmissível o abuso contra inocentes e a sua morte. Ao contrário, se Deus existe e é o Legislador, se é Ele quem determina o que é bom ou mau, eu aceito de fato que meu comportamento seja julgado por Deus? Nada mais coerente...

[link para o texto em francês http://www.questionsuivante.fr/verite_et_intolerance-110.html]

sábado, 17 de janeiro de 2009

Deus não é demonstrável!

Texto: Jonathan Kitt

Tradução: Rouver Júnior


"Não há evidências suficientes!" É o que o filósofo britânico Bertrand Russell afirmou que responderia se Deus lhe perguntasse porque não havia crido. Pode-se demonstrar a existência de Deus? Julguem vocês.


"Não há evidências suficientes!"

É o que o filósofo britânico Bertrand Russell afirmou que responderia se Deus lhe perguntasse porque não havia crido. Pode-se demonstrar a existência de Deus? E o que se entende por "provas"? Segundo o Petit Larousse, uma prova é "aquilo que demonstra, estabelecendo a verdade de alguma coisa".


Não se demonstra Deus

A epistemologia é a teoria do saber, do conhecimento (do grego episteme, conhecimento).

Pode-se distinguir três grandes objeções epistemológicas à demonstrabilidade da existência de Deus.


- O princípio verificacionista

A primeira objeção nos vem de uma escola filosófica chamada de "positivismo lógico" (igualmente nomeada de "empirismo lógico", "neo-positivismo" ou "empirismo racional"), e mais precisamente de "verificacionismo". O postulado no qual esta filosofia se baseia é: para fazer sentido, uma proposição deve poder ser verificada de maneira empírica. A proposição "Deus existe", não sendo verificável, não tem sentido e não é nem verdadeira nem falsa.

Esse princípio "verificacionista", por duas razões, hoje se encontra majoritariamente abandonado.

1ª) Ele é por demais restritivo. Os filósofos rapidamente se deram conta de que a adesão a este princípio implica necessariamente o abandono de grande número de proposições, tanto metafísicas, quanto éticas e científicas, porque essas proposições não são verificáveis.

2ª) Ele se auto-refuta. Com efeito, a proposição "Uma proposição com sentido deve ser verificável" não é, por si mesma, verificável.


- A ausência de prova indica a inexistência de Deus?

O ateísmo supõe que a ausência de provas em favor da existência de Deus justifica a crença na sua inexistência. Porém, a ausência de provas não é necessariamente uma prova da inexistência. Peguemos, por exemplo, o processo criminal de um assassino. A ausência das impressões digitais do acusado na arma do crime não será suficiente para o absolver. Ele deverá apresentar um álibi, quer dizer, poder provar de modo irrefutável que ele não poderia ter cometido o crime do qual é acusado.

Pode-se perguntar se, em certas situações, a ausência de provas constitui uma prova da inexistência. Imagine-se em uma sala de aula em que, subitamente, alguém exclama "Tem um elefante na sala!". Se você não vir um elefante, logo concluirá sem dúvida alguma que não há um elefante. Um pouco mais tarde, outra pessoa, por sua vez, exclama: "Tem uma pulga na sala!". O fato de você não ver a pulga não bastaria para afirmar que não há pulga alguma na sala. Assim, a ausência de provas não demonstra a inexistência senão no caso em que, se o ser ou a coisa existisse, você esperaria ter provas.

O filósofo ateu Michael Scriven explica que na ausência de provas da existência de um ente, dois critérios são necessários para justificar a convicção de que este ente não existe:

1º) O ente deve ser tal que deveria se esperar dele que deixasse sinais (ou mais sinais) de sua existência.

2º) Deve ser possível afirmar haver feito todas as buscas possíveis e imagináveis antes de concluir que estas provas não existem.

Assim, o ateu crê poder provar que, se Deus existe, deveria haver provas de sua existência e que ele procurou essas provas sem as encontrar: "Se Deus existe, X deveria ser encontrado. Não se encontra X, logo, Deus não existe". Ele afirma, portanto, saber quais os gêneros de provas que deveriam haver se Deus existisse. Isso nos parece presunçoso...


- Deus deveria deixar mais evidências?

Uma terceira objeção levantada contra a existência de Deus baseia-se neste argumento: a existência de Deus, não sendo também mais evidente do que se poderia pensar, ou que deveria o ser, sucede que Deus não existe. Certos ateus afirmam que, se Deus existisse, Ele haveria feito as coisas de forma que as provas fossem suficientes para que todo o mundo cresse que Ele existe.

No Antigo Testamento Deus é descrito como que se manifestando ao seu povo de maneira bem visível: as pragas no Egito, as colunas de fogo e de fumaça que guiaram o povo de Israel no deserto, a separação das águas do Mar Morto...[mar Vermelho, na Bíblia] Mas estas manifestações produziram uma mudança durável de coração entre o povo? Não! O povo rejeitou a Deus por várias vezes. Por que as coisas seriam diferentes hoje?

Deus não quer somente que nós creiamos que Ele existe. Ele deseja que creiamos no que a Bíblia nos ensina acerca de quem Ele é: um Deus santo, justo, perfeito, cheio de amor e de misericórdia. João Calvino, o reformador protestante, dizia que de nada vale crer que Deus existe se não se deseja conhecê-lo.


Deus se revela

A Bíblia nos diz que "as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas" (Romanos 1:20). Não se pode provar sem sombra de dúvida que Deus existe, mas há certo número de argumentos que nos levam a crer.

[A versão utilizada na tradução do trecho do versículo bíblico foi a ARC. O autor utiliza assim: "les perfections invisibles de Dieu, sa puissance éternelle et sa divinité, se voient comme à l'oeil nu, depuis la création du monde, quand on les considère dans ses ouvrages."]

link para o texto em francês: http://www.questionsuivante.fr/science_et_christianisme-100.html


CONSIDERAÇÕES DO TRADUTOR

Há a necessidade de se fazer algumas considerações porque, apesar de o texto ser muito produtivo, a sua totalidade não expressa absolutamente a minha visão das coisas.

1ª - Esta primeira consideração não configura uma discrepância, mas simplesmente um maior esclarecimento sobre o princípio verificacionista em relação à assertiva "Deus existe". Se, por um lado, não se pôde até hoje verificar-se através de experiências a afirmação "Deus existe", por outro, a proposição "Deus não existe" também não foi provada. Assim, crer na não existência de Deus pelo fato de não haver sido provado empiricamente a validade da expressão "Deus existe" é cair em incoerência, porque não se conclui necessariamente que Deus não existe apenas por não se enxergar provas empíricas. Para tanto, seria absolutamente necessário a verificação da afirmação "Deus não existe".

2ª - No caso do processo criminal de um assassino, a ausência de digitais na arma do crime não será de fato suficiente para o absolver, mas tampouco bastará para culpá-lo. Para não ser incriminado basta não haver provas do crime. Mas o seu inocentamento não decorre da sua real inocência, porém, do fato de que não se apresentou nenhuma prova de que ele é culpado ou inocente, sendo, nesta circunstância, impossível a afirmação da sua culpa ou da sua inocência. Com certeza, ele é ou culpado ou inocente, mas faltam provas.

3ª - Quanto ao caso no qual se afirma a presença de um elefante na sala, a presença imediatamente vista do elefante é o bastante para provar sua presença. No caso da pulga, não se percebe de imediato a presença da pulga. Contudo, isso não implica na ausência total de provas, não implica a inexistência de provas, porque pode-se encontrar a pulga através de uma procura minuciosa e aplicada. Assim, mesmo com a pulga há prova que demonstre a sua presença na sala, se a declaração "Há uma pulga" for verdadeira.

4ª - O texto traduzido afirma não ser possível provar sem dúvida a existência de Deus, o que é questionável, porque as evidências e a razão apontam e exigem a necessidade de um Ser incriado, eterno, infinito, Criador, cuja existência não depende de tempo e espaço. Para que um dia houvesse algo, como hoje há várias coisas, é necessário que sempre houvesse algo, pois do nada absoluto não há a mínima possibilidade de surgir alguma coisa. Não sendo o universo eterno, porque, se o fosse, haveria uma quantidade infinita de fatos no passado de modo que nunca chegaríamos a viver o momento presente, é necessário que Deus haja criado a matéria, o tempo, o espaço, enfim, toda a criação.

O universo não é eterno e não pode ter surgido do nada. Assim, antes do universo havia algo, havia, logo, Deus.

O texto também afirma que há um grande número de argumentos que nos fazem crer. Ora, os argumentos que racionalmente demonstram a necessidade da existência de Deus são as provas objetivas de Sua existência, embora a razão humana seja limitada e a revelação divina seja imprescindível.